sexta-feira, 29 de maio de 2015

AGENDA


Guelã TOUR



JUNHO

05 - ***ESGOTADO*** - São Paulo/SP - Auditório do Ibirapuera
06 - ***ESGOTADO*** - SHOW EXTRA - São Paulo/SP - Auditório do Ibirapuera
06 - ***ESGOTADO*** - São Paulo/SP - Auditório do Ibirapuera
12 - São Caetano do Sul/SP - Teatro Paulo Machado de Carvalho
13 - Salvador/BA - Teatro Castro Alves
18 - Porto Alegre/RS - Bar Opinião
19 - Curitiba/PR - Teatro Positivo
20 - Cascavel/PR - Teatro Municipal de Cascavel
26 - Brasília/DF - Centro de Convenções Ulysses Guimarães
27 - Goiânia/GO - Teatro Rio Vermelho



JULHO

03 - Joinville/SC - Yelo Stage
04 - Rio de Janeiro/RJ - Circo Voador

terça-feira, 19 de maio de 2015

Novo álbum "Guelã" disponível para audição no DEEZER

"GUELÃ" - Letras


1 - SUSPIRO

Tá Bom
Já passaram mil coisas
Já voaram mil vidas
Já furtaram do lar e do amor

Tá bom
Tantos cantos nas quinas
Dobrei tantas esquinas
E já me perdoei por ter mais
Que eu mesma
Quando era criança
Tanto a fada madrinha
Quanto nada fizeram sonhar

Me encontro infeliz nova era
Que as tantas quimeras não fazem calar




2 - Obloco

Quando eu lançar meu bloco
O bloco dos sem medo
Um bloco happy
Um bloco crente
Um bloco black
Um bloco free

Quando eu dançar pro povo
Vou de bloco de cimento
Eu vou correndo
Eu vou dizendo
Esse bloco é lindo
Demais
Assim

Eu já vejo juntando gente
De todo tipo
Com belas vestes
Bailando leves
Na madrugada
A manhã
Virá Ver
Obloco

Fora do carnaval
No chão do inverno
E a lua vai
Ter um recital
Do povo contente aos berros na rua

Pra fazer do povo saudade
Esse bloco canta
Vidas inteiras
E a multidão
Que se afoga
Ao dia
Essa noite É
Porta estandarte

Quando ao auge
O corpo exala
Paixões florais
Pela própria dança
Ninguém se fala
Ninguém se cansa
A Alma É O Pulso Do Bloco



3 - ELA

As paredes do quarto se abrem prum céu de Pandora
Ela entra divina beleza em meu coração

Canta, canta

Ele veste uma túnica cor de lugares sagrados
E segreda em silencio cansaço pra mais solidão

E canta, canta, canta

Eu não vejo mais meus músculos de ferro
Penso nela como um raio de emoção
Paralela a toda feminilidade

E ela canta, canta, canta...




4 - SEMI-VOZ

Eu sonhei
Contigo a noite inteira em mil dimensões
Caíamos em risos de alegria sã
Pedia pra você nunca me abandonar.

Fica em mim
O olho esperançoso que se abriu, cegou
Na falta das partículas dos seus quadris
Liguei para o seu sono e ouvi sua semi-voz

Você me faz feliz (2x)
Hey!

Vou viver
Contigo a vida inteira enquanto o tempo for
O nosso aliado de casal feliz
E sempre amortizar nossas indiscrições

Devo crer
Na farta consciência do amor sem fim
Calar na distorção que todo elo traz
Vangloriar a calma que você me deu

Você me faz feliz (2x)
Hey!




5 - TROVOA

Minha cabeça trovoa
sob meu peito te trovo
e me ajoelho
destino canções pros teus olhos vermelhos
flores vermelhas, vênus, bônus
tudo o que me for possível
ou menos
(mais ou menos)
me entrego, me ofereço
reverencio a sua beleza
física também
mas não só, não só
graças a Deus você existe
acho que eu teria um troço
se você dissesse que não tem negócio
te ergo com as mãos
sorrio mal
mal sorrio
meus olhos fechados te acossam
fora de órbita
descabelada
diva
súbita, súbita…
seja meiga, seja objetiva
seja faca na manteiga
pressinto como você chega, ligeira
vasculhando a minha tralha
bagunçando a minha cabeça
metralhando na quinquilharia
que carrego comigo
(clipes, grampos, tônicos)
toda a dureza incrível do meu coração
feita em pedaços…
minha cabeça trovoa
sob teu peito eu encontro
a calmaria e o silêncio
no portão da tua casa no bairro
famílias assistem TV
(eu não)
às 8 da noite
eu fumo um Marlboro na rua como todo mundo e como você
eu sei
quer dizer
eu acho que sei…
eu acho que sei…
vou sossegado e assobio
e é porque eu confio
em teu carinho
mesmo que ele venha num tapa
e caminho a pé pelas ruas da Lapa
(logo cedo, vapor… acredita?)
a fuligem me ofusca
a friagem me cutuca
nascer do sol visto da Vila Ipojuca
o aço fino da navalha me faz a barba
o aço frio do metrô
o halo fino da tua presença
sozinha na padoca em Santa Cecília
no meio da tarde
soluça, quer dizer, relembra
batucando com as unhas coloridas
na borda de um copo de cerveja
resmunga quando vê
que ganha chicletes de troco
lembrando que um dia eu falei:
"sabe, você tá tão chique
meio freak, anos 70
fique
fica comigo
se você for embora eu vou virar mendigo
eu não sirvo pra nada
não vou ser seu amigo
fique
fica comigo…"
Minha cabeça trovoa
sob teu manto me entrego
ao desafio de te dar um beijo
entender o teu desejo
me atirar pros teus peitos
meu amor é imenso
maior do que penso
é denso
espessa nuvem de incenso de perfume intenso
e o simples ato de cheirar-te
me cheira a arte
me leva a Marte
a qualquer parte
a parte que ativa a química,
química…
Ignora a mímica
e a educação física
só se abastece de mágica
explode uma garrafa térmica
por sobre as mesas de fórmica
de um salão de cerâmica
onde soem os cânticos
convicção monogâmica
deslocamento atômico
para um instante único
em que o poema mais lírico
se mostre a coisa mais lógica
e se abraçar com força descomunal
até que os braços queiram arrebentar
toda a defesa que hoje possa existir
e por acaso queira nos afastar
esse momento tão pequeno e gentil
e a beleza que ele pode abrigar
querida nunca mais se deixe esquecer
onde nasce e mora todo o amor




6 - SAKÉDU
(instrumental)




7 - TECNOPAPIRO

Perdão mãe
Se a vida virou um mundo de botão
Se a tela espia nossa solidão
Se digitei errado pra você

Me dê mãe
Tua caligrafia meia dois
A pauta inteira pra eu saber depois
Se eu não compartilhar teu sol num papiro

Analógica você
Cartas num papel de pão
Teu aroma de vinil
Me inspira

Analógica você
Cartas num papel de pão
Teu aroma de vinil
Me inspira

Cadê mãe?
Aquela Barsa que atirou em mim
O monstro alado da história sem fim
Um telegrama pro e-mail errado

Fudeu, né?
Vou te ligar de dentro do avião
Pra te dizer que o meu velho pião
Tecnoroda nos meus sonhos antigos

Analógica você
Cartas num papel de pão
Teu aroma de vinil
Me inspira

Analógica você
Cartas num papel de pão
Teu aroma de vinil
Me inspira

Calei mãe
Já fiz download do teu coração
Já imprimi teu mapa astral no meu




8 - HÁ

É o que pede o chão
O meu sapato marrom
Falso couro, sujo
Também natural
Quando há revoada sobre
A ponta da testa passo
Em debandada se apressa

Tão loguinho
No reboliço das horas
De caráter novo
Tudo se perderá
É no firmamento livre
Que o tempo se escora, se escora

É o que pede o chão
O meu sapato marrom
Falso couro, sujo
Também natural
Quando há revoada sobre
A ponta da testa passo
Em debandada se apressa

Tão loguinho
No revoar da miragem
Toda juventude num movimento carnal
Cruzará os olhos, bocas e toda vaidade, e toda vaidade

A engrenagem do pulso
Há estrabismo na terra
Há de haver mais hoje em dia
Pra falta que o ontem faz

É o que pede o chão
O meu sapato marrom
Falso couro, sujo
Também natural
Quando há revoada sobre
A ponta da testa passo
Em debandada se apressa




9 - VAGA

A noite o rito da insônia
A anos-luz da maré
O corpo brinca nas sombras da luz que vem do luar
A mente vaga, a mente vaga
Procura a vaga na rua

O sonho se estabelece na prece feita por mim
O gosto cru não me esquece o peito farto do fim
A mente paga, a mente paga
O flanelinha da lua

Mentir estraga a corte dos problemas
Da casa, da memória, da visão
Me reconheço aqui, nesse segundo
Solidão

A noite o rito da insônia
A anos-luz da maré
O corpo brinca nas sombras da luz que vem do luar
A mente vaga, a mente vaga
Procura a vaga na rua

O sonho se estabelece na prece feita por mim
O gosto cru não esquece o peito farto do fim
A mente paga, a mente paga
O flanelinha da lua

Mentir estraga a corte dos problemas
Da casa, da memória, da visão
Me reconheço aqui, nesse segundo
Solidão




10 - AQUÁRIA

Dois pontos negros no céu
Focam seus olhos no mar
Prendo o silêncio no peito
Prendo o silêncio com os olhos
Faço silêncio de mim




segunda-feira, 4 de maio de 2015

Datas de lançamento do novo álbum e do novo Show!


Guelã TOUR

JUNHO

05 - ***ESGOTADO*** -
  São Paulo/SP - Auditório do Ibirapuera
06 - ***ESGOTADO*** - São Paulo/SP - Auditório do Ibirapuera
12 - São Caetano do Sul/SP - Teatro Paulo Machado de Carvalho
13 - Salvador/BA - Teatro Castro Alves
18 - Porto Alegre/RS - Bar Opinião
19 - Curitiba/PR - Teatro Positivo

03 - Joinville/SC - Yelo Stage
04 - Rio de Janeiro/RJ - Circo Voador




quinta-feira, 14 de agosto de 2014

SORTEIO DE INGRESSOS PARA O 5º FESTIVAL NOVA BRASIL

Foi realizado dia 13/08/2014 às 21hs, em nossa página do Facebook, o sorteio de um par de ingressos para o Festival que acontece dia 16/08/2014 na Arena Anhembi em São Paulo.

(Clique na imagem)

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Música de Maria Gadú é tema da nova novela da Rede Globo "IMPÉRIO"

video

A partir do dia 21/07/2014, Maria Gadú "estréia" com "Meu Rio", parceria sua com Sérgio Mendes, na nova novela da Rede Globo "IMPÉRIO".

Meu Rio (feat. Maria Gadú)
Sérgio Mendes

Vasta cidade provinciana
Vive de fé, bebe o samba e amém
Planos de outrora vagam na rua
Gritos do povo que clamam alguém
Maravilhosa, cala gigante
Paga fortuna e só anda de trem
Vem justiceira, mãe majestosa
Pede socorro a si mesma e além

Faça gentil teu filho,
A glória que espelha teu mar sem fim
Vou no cortejo a tua história
Me abriga, que sirva a ti
Filha da pátria em carne e alma
Cantarei por ti, meu rio

Capital duro, cara pra burro
Gaspar de lemos – de troca em vintém
Reino Tamoios, tuas memórias pulsam no couro da bossa também
Braços abertos, es generosa
Alto falante de sonhos e quens
Neste milênio não quer mais prosa
Quer jogo limpo pra todo desdém