sábado, 27 de novembro de 2010

Maria Gadú nega a fama de pegadora e assume sua bissexualidade

Maria Gadú - Foto: Luis Alvarenga

Lado a lado, na parede da sala, o coração de um homem sangra, enquanto a mulher desfruta de seu cigarro, indiferente. “Achei bonita a inversão do estereótipo: ela despreza e ele é o sensível”, comenta Maria Gadú, contando que trouxe o par de quadros numa das últimas viagens que fez a Madri.
Contraste é uma das palavras mais cabíveis ao universo da artista paulistana, que completa 24 anos no próximo sábado. De visual meio desajeitado, essa que originalmente atende pelo nome de Mayra Correa espalha doçura ao fazer o que sabe de melhor: cantar. Ao mesmo tempo que derrama palavrões como vírgulas. Há pouco mais de dois anos, exercitava o canto pelos barzinhos em troca de um dinheirinho para pagar a cerveja, o cigarro, os livros e os CDs. Hoje, tem cachê que bate na casa dos R$ 40 mil, mora de frente para a Lagoa Rodrigo de Freitas e é hit entre famosos descolados.
Gadú virou mania nacional. Tem nos maiores ídolos da MPB seus fãs confessos. Com seu “shimbalaiê”, ganhou a fama de “pegadora” do meio artístico. Beija cantor daqui, abraça atriz de lá... O que ela prefere? “Gosto de pessoas. Homens e mulheres”.

Leia alguns trechos da entrevista:
— Quem bate o olho em você, de primeira tem a impressão de que é meio doidinha, com esse visual alternativo. Depois, quando você abre a boca, é aquela calmaria, a voz suave... Gadú é uma pessoa de contrastes?
— Não tem conflito! Respeito muito as coisas de que gosto e acho que essas coisas não precisam combinar. Nem tudo tem que ficar harmonioooso. “Ah, tem a voz doce? Bota um saião!”. Não, não gosto de saia! Também não gosto de cantar rouco. Então, vou fazer do meu jeitinho, vou usar a minha calça.

— Quais são suas porções feminina e masculina? — Sou a menininha de prédio, fresquinha e chata. Morro de medo de barata! Aliás, de qualquer coisa voando. Saio correndo, faço escândalo. Também sou muito vaidosa. Vou ao salão direto, fazer hidratação e tal. Também sou bem dona de casa, gosto de cozinhar, gosto de arrumar as coisas, cuido dos meninos, meus amigos. Curto maquiagem, perfume...

— Usa salto alto? — Não gosto. E não tenho eixo.

— Nunca tentou?
— Já, já tentei, já caí... rolei da escada numa festa de 15 anos de uma amiga. Fiz strike com todo mundo pelo caminho!

— E vestido?
— Não gosto, não. Para usar vestido você precisa ter uma elegância. Eu não tenho, sou muito largadona. Mas, no verão, uso minissaia.

— E roupa íntima, lingerie?
— Só uso cueca.

— Só?
— É. Calcinha me aperta, sabe? Uso cueca sem costura, que fico mais à vontade. É aquela de shortinho.

Maria Gadú com visual feminino na campanha da Arezzo - Foto: Gui Paganini/ Divulgação


— Quem te assedia mais, homens ou mulheres? — As meninas, com certeza! Jogam sutiã no palco, calcinha... Sou a própria Wanda!

— Depois da fama, suas conquistas amorosas aumentaram? — Não, é igual.

— E essa fama que você tem de “pegar geral”?
— Leio o que sai na imprensa e acho a maior graça!

— Acha graça? Não se chateia? — Às vezes, pelo jeito que falam. Mas ter essa fama de pegadora só pode ser engraçado. Imagina! Sou caseira, namoradeira... Outra onda, sabe?

— Você está namorando?
— Estou. Passei a vida namorando. As pessoas não sabem porque não saio muito. Prefiro ficar em casa com os amigos, tocando violãozinho. Uma vez, fui ao mercado com minha amiga Dani Suzuki, fazer as compras para o almoço. O namorado dela no carro, esperando, e flagraram nós duas escolhendo legumes. Pronto: estão namorando! Por quê? Só namorados vão ao mercado? Porra!

— A pessoa que você está namorando é famosa? — Não, nem um pouco. Aliás... Depende para quem. Para mim, é famosíssima.

— Qual o nome dela? — Não vou falar (olhando para o gravador, desconfiada).

— Estão há quanto tempo juntas? — Ah, faz tempo... Pode botar aí que faz tempo.

— Há mais de um ano?
— Não sei.

— Já a namorava quando ficou famosa?
— Não, era outra menina que estava comigo...

Tatuagem de Maria Gadú - Foto: Leonardo Aversa


— Você é ou não é gay?
— Não gosto de me rotular. Por que diria para mim mesma: “Escuta, Maria, você é gay!”? Que bosta! Não, não sou nada. Gosto de pessoas.

— Curte se relacionar com os dois sexos?
— Claro! Já tive namorados. Quando estava na Itália, há pouco tempo, namorei um garoto durante um ano e pouco, saca? Não tem essa parada. Gosto de pessoas. Homens e mulheres.

— Você “é bi, e daí?”, como diria Ana Carolina...
— Meu lance é que não tem “e daí?”, saca? Não tenho o que falar sobre isso. Não por não querer expor, mas porque para mim não faz diferença, nem deveria fazer para os outros.

— Isso nunca foi um problema na sua cabeça? — Não, imagina! Sempre lidei perfeitamente com o que eu queria. O primeiro beijo que dei numa menina, aos 15 anos, me assustou de primeira, mas passou rápido. Minha mãe e meu pai receberam tão bem...

— Nunca sofreu preconceito? — Nunca. Vão falar o que, cara? Acho que se relacionar é uma parte comum da vida de todo mundo. Priorizo outras coisas: compor, cantar, cozinhar... Não faz diferença se estou namorando um menino ou uma menina. Se estiver gostando de alguém, está bom.

Maria Gadú beija Leandro Leo - Foto: Vinicius Eduardo Faria/ Divulgação

— Mas você já ficou com Luiza Possi, Dani Suzuki e Deborah Secco?
— Você esqueceu da Ana Lima! Falaram que estava com ela uma vez! (risos). Pô, eu, com essa cara, não posso ter amiga bonita? Sou megacarinhosa. Amigo costuma ser carinhoso com amigo, né? Mas, se eu chegar e abraçar uma amiga minha, ferrou, estou namorando com ela! Tenho a mesma atitude com os meus amigos. Beijo na boca e ninguém fala nada. Aliás... Agora deram para falar que eu peguei o Nando Reis!

— Pois é. Você beijou Nando Reis, Leandro Leo...
— Foi um beijinho, um selinho! Fotógrafo é f...! O cara fica na espreita, naquele ângulo, para falar que foi um megabeijo. O Nando... Imagina, gente! Aloou! Virei uma piranha, né?! Olha quanta gente você já falou aí que eu peguei em um ano! De Nando Reis a Deborah Secco. Tá maluco, véio? O bom é que dá o maior ibope. Chego para a galera tirando onda: “Já peguei a Deborah Secco!”. Ah, tá bom...

— Mas você já ficou com alguém famoso?
— Nunca sei se é famoso ou se não é. Não sou de ir ficando com as pessoas assim.

— Você está namorando. Mesmo assim, fica com fãs?
— Não! Sou fiel pra c...! Se estivesse afim de ficar com outra pessoa, terminaria o namoro antes. Se gosto de alguém, não tenho vontade de ficar com mais ninguém. Sou fiel ao que sinto.

— Mas as fãs não atacam? — Minhas fãs viraram minhas amigas. Vêm aqui em casa, choram as mágoas.

— E os meninos, te assediam? — Alguns. Tentam me conquistar, normal. O que vier, tanto menina quanto menino, vou ficar se estiver afim.

Fonte: EXTRA

2 comentários:

  1. amei amei amei, ainda bem que ela assumiu essa historia toda AHAHAH mas no site da globo.com mostra uma foto dela beijando o Nando reis na festa e 20 anos da MTV o_o
    viajei -q

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  2. adorooooooooooooo
    isso a'e meuu amorrr

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