Aos 22 anos, Maria Gadú está vivendo uma fase que nunca imaginou. Com o recém-lançado CD e a atual música de trabalho, Shimbalaiê, na novela Viver a Vida, a artista se diverte com as boas novidades. Cantora desde os 6 anos e apreciadora de música clássica, Gadú é responsável pela composição de quase todas as canções do seu disco e não se diz insatisfeita com nada. ''Não faço planos, não tenho pressa, não crio expectativas, e assim costumo gostar de tudo o que acontece, sem frustrações.'' Essa forma de encarar a vida parece ter dado certo. Gadú foi elogiada por grandes nomes da música brasileira como Caetano Veloso e Milton Nascimento. Ainda assim, ela continua a mesma de sempre, simples, alegre e querida pela família e pelos amigos.

É verdade que Jayme Monjardim a conheceu quando você tocava em um encontro de amigos, e ao ouvir sua música Shimbalaiê, decidiu colocá-la na novela Viver a Vida?

Na verdade, eu conhecia a Tânia Mara e o Rafael Almeida, somos bem amigos. Eu sou de São Paulo, mas uma vez durante umas férias no Rio de Janeiro, a Tânia me apresentou ao Jayme e foi aí que tudo aconteceu.

Você não gostava mesmo de Shimbalaiê?

Fiz essa música quando eu tinha uns 10 anos, nunca gostei. Acho que cada música tem sua hora, e eu aprendi a gostar.

Desde quando você canta?

Comecei cedinho, tinha uns 6 anos. Eu fazia parte de um grupo paulistano, chamado Escola Municipal de Iniciação Artística (Emia), e lá eu tinha contato com todos os instrumentos, vários deles até feitos de sucata. Sempre ouvi muito música e tentava acompanhar. A minha avó era cantora, também tive essa influência musical por parte dela.

Você cantava em bares de São Paulo?

Quando eu tinha uns 13 anos, já cantava em barzinhos, festas e até velório (risos). Tocava Chico Buarque, Marisa Monte, Caetano Veloso, Ana Carolina...

É verdade que você sempre ouviu muita música clássica?

Sim, por influência da minha avó. Eu morava com ela, então era tudo o que eu ouvia, era muito especial. Mas hoje eu ouço de tudo! Gosto de Céu, Roberta Sá, Ana Cañas, Mariana Aydar. Já conheço o trabalho dessas compositoras há tempos.

Como é, de repente, ouvir a sua música nas rádios? Você ainda está se acostumando com isso?

É maneiro! Na verdade, nunca criei expectativa de ter um CD, de me ouvir nas rádios, nem achei que de repente iria me profissionalizar. Eu amava tocar em bar, já estava satisfeita. Por isso, tudo o que está acontecendo é ótimo! Fiz uma participação na minissérie Maysa, o pessoal da Som Livre me chamou para gravar o CD e eu topei.

Você mora no Rio, mas já viveu em São Paulo. Qual cidade você prefere?

Estou no Rio de Janeiro há dois anos. Vim aqui passar férias e não saí mais. Mesmo assim, eu não tenho preferência. Amo São Paulo, sou apaixonada pela cidade; mas amo o Rio também, não tenho frescura. Vou para qualquer lugar amarradona.

Você sai à noite?

Eu saio bastante, mas ultimamente um pouco menos por causa da correria. Tenho um grupo de amigos, e gostamos de ficar em casa também. Só que não passo um dia sem ver show, sou arroz de festa (risos). Vou desde Sepultura até Erasmo Carlos.

Você gravou a música Baba, da Kelly Key, que tem um estilo bem diferente das outras canções do seu CD. Como foi?

Sempre gostei da Kelly Key, não tenho preconceito com nada, gosto de tudo. Essa música eu cantava para meus amigos. Achei que no meu CD ficou bem bacana. O disco é um registro de 20 anos de muita coisa, eu escolhi tudo que fez parte da minha vida.

Você compõe muito. Isso é uma vocação?

A minha inspiração vem num sustão! De repente vem letra, melodia, arranjo, tudo junto.

Qual é a sua música preferida do CD?
Linda Rosa é a minha preferida. Os compositores da canção são meus amigos, são incríveis e a música é maravilhosa, me traz esse cheiro de frescor deles, cheiro de aloe vera.

Quem mais te ajudou nessa trajetória?

A minha mãe sempre me apoiou. Ela nunca me oprimiu ou tentou me conduzir, nunca me acuou. Moramos juntas e ela é demais!

E como lida com a internet? Você faz parte das redes sociais?

Tenho tudo o que você pode imaginar, uns três ou quatro orkuts, adoro ficar fuçando, ver quem 
entra, falar com fãs. Também estou no Facebook e no Twitter, e eu adoro.

Quais são os planos?

Os de sempre. Quero continuar gostando do que acontece, para não me decepcionar. Não faço planos, não tenho pressa, não crio expectativas, prefiro assim, aí não me frustro.