segunda-feira, 22 de novembro de 2010

“Não sou a favor de prêmios, não penso a arte em termos competitivos, isso é para futebol, basquetebol”

A tatuagem na nuca da moça, flagrada pelas lentes de Leonardo Aversa, começa a rodar o mundo. Cantora e compositora-revelação “made in Brasil” de 2009, e que confirmou e ampliou sua projeção este ano, Maria Gadú comemora a experiência na recente festa do Grammy Latino, em Las Vegas, na semana passada, mesmo que tenha voltado ao Rio de mãos abanando, sem os troféus nas duas importantes categorias a que tinha sido indicada, Revelação e Cantor/Compositor.

“Não sou a favor de prêmios, não penso a arte em termos competitivos, isso é para futebol, basquetebol”, rebate Gadú, que prefere exaltar a oportunidade que teve de encontrar artistas das mais diversas partes das Américas. “Conheci gente como Jorge Drexler e Ricky Martin”.

Articulada, ela mostra durante a conversa, em seu apartamento, na Lagoa, que os dois anos de estrelato já provocaram mudanças na menina com jeito de moleque. Aquela era a primeira de uma bateria de entrevistas programada pela Som Livre para Gadú badalar seu primeiro DVD, que acaba de chegar às lojas. Mas, se ela se mostra mais falante, na essência não mudou. Suas maiores paixões são a música e o palco, tanto que, poucas horas depois, estaria, animadíssima, na plateia de um showcase do cantor e compositor Dani Black, a nova aposta de seus empresários. E, claro, ainda daria uma canja no bis desse amigo desde os tempos de São Paulo, da mesma idade, 23 anos, e que também é um dos convidados em seu DVD, participando tanto do show quanto dos extras, nos saraus gravados num estúdio onde se alternam amigos e familiares — pai e tio, por exemplo, se juntam a Gadú no sucesso “I can see clearly now”, num flashback de sua musical infância. Sim, Gadú respira música desde o berço e não tem medo da superexposição que vive nos últimos dois anos.

“Estou fazendo o que sempre sonhei, canto em bares desde os 12, 13 anos. Mas, agora, tenho uma forte estrutura me apoiando, sou acompanhada por grandes músicos, tanto que, ao chegar em casa, estudo todo dia para pode ficar próxima deles”, garante. (Agência O Globo)

Fonte:DiarioOnline

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