quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Caetano Veloso e Maria Gadú declaram sua paixão mútua no palco do show ‘Duo’

Maria Gadú jamais poderia imaginar que na noite em que subiu pela primeira vez no palco da extinta Cinemathèque, em Botafogo, há pouco mais de dois anos, seu destino  seria selado ao de Caetano Veloso. “Era o meu primeiro show profissional. Aí me avisaram: ‘O Caê está aí’. Eu pensei: ‘Pronto! Ele vai me odiar para o resto da vida!’”, relembra a cantora, que estava com sinusite na ocasião.

Puro engano. Foi exatamente com sua postura tímida e os olhinhos infantis, sentadinha em posição de lótus, que ela raptou, feito uma camaleoa, o coração do cantor, com quem divide o palco do Citibank Hall, este domingo, no show ‘Duo’, que ganhará registro em DVD.


“O sonho de qualquer homem de 68 anos é estar ao lado de uma menina de 24. Ela é muito segura, canta muito bem”, derrete-se o cantor e compositor, que começou a parceria com Gadú em um show da Globosat, em maio. “Cantamos ‘Rapte-me, Camaleoa’, que é uma música que fiz para a Regina Casé na época do Asdrúbal Trouxe o Trombone. Acabamos chamando atenção. A Gadú me levou a essa música e a outras, como ‘Vaca Profana’, que eu não cantava há anos”, conta Caetano.

Embora esteja há mais de um mês excursionando com o baiano, Gadú confessa que ainda não se acostumou com a ideia. “Quando eu nasci, já existia o Caetano. Às vezes, estamos cantando ‘O Quereres’, que é a música da minha vida, e olho para o lado e penso: ‘É o Caetano que está aqui’. Mas aí tento não deixar isso atrapalhar a execução”, explica ela, entre um gole e outro de uma taça de vinho branco. “Gosto de tomar um conhaque durante o show”, revela.

Já Caetano, com seu copo de mate na mão, diz que é o avesso dela. “Bebo nada que tenha álcool. Só na terça-feira de Carnaval, às duas da manhã. Eu gosto muito de cerveja e de vodca. Mas é uma vez por ano. Já fui de beber 25 horas direto. Eu adorava. Tenho muita resistência, mas parei porque o efeito, no dia seguinte, era horrível”, revela ele. “Então, você estava bebendo demais, Caetano! Bebo regularmente, mas não muita quantidade”, brinca a cantora.

Por mais que não compartilhem dos mesmos hábitos — a não ser pelo fato de trocarem o dia pela noite, Caetano e Gadú não se desgrudam. “A gente tem dois camarins. Mas estamos sempre um no do outro. Ficamos de papo até a hora de entrar em cena”, conta ele, que já tem novos planos com a amiga. “Quem sabe, até o lançamento do DVD, não compomos juntos?”, cogita Caetano. Ela concorda, animadíssima: “É só o que falta!”.

Fonte: Odia

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