quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Diferentes gêneros e estilos coloriram o cenário musical

O ano começou em ritmo de ‘Shimbalaiê’, passou pelo ‘Rebolation’, o sertanejo universitário, o rock colorido e viu uma de suas maiores artistas gravarem DVD num dos palcos mais famosos do mundo. Em 2010, muitos foram os estilos que conquistaram o coração e o ouvido dos brasileiros.

Maria Gadú surgiu ainda no fim de 2009, na trilha da novela ‘Viver a Vida’, da Globo, mas em 2010 a paulistana de 24 anos lançou CD e DVD ao vivo, fez muitos shows e gravou DVD ao lado de Caetano Veloso. “Ela viaja muito, não para mais. É a mais requisitada do Brasil”, observa Caetano.

O grupo Parangolé viu um sucesso extrapolar o Carnaval da Bahia e conquistar o País, com todos cantando um mesmo refrão. Agora, eles lançam outra música e dança, ‘Tchubirabiron’. “Se em 2011 o ‘Tchubirabiron’ conseguir o mesmo sucesso do ‘Rebolation’, será lindo”, analisa o vocalista Léo Santana. “Pretendo, no mínimo, que a canção mantenha o mesmo sucesso do grupo Parangolé, com agenda lotada durante todo o ano”, espera.

Este também foi o ano da ‘revanche’ dos sertanejos, que dominaram até o Rio, cidade que sempre foi resistente ao estilo. À frente do bonde está o ídolo jovem Luan Santana, de 19 anos, que arrasta multidões histéricas a seus shows e hoje tem cachê mais alto que o de Ivete Sangalo: R$ 500 mil, contra os R$ 400 mil da baiana.

Outro sucesso adolescente é o grupo Restart:os meninos estouraram no início do ano e seu visual rendeu às bandas do estilo o (merecido) apelido de “coloridos”. Eles gravaram em espanhol e em 2011 fazem shows em outros países da América Latina. “Foi o ano mais especial da minha vida”, diz o vocalista Pe Lanza.

Ivete Sangalo continua em alta: a baiana gravou DVD no Madison Square Garden, em Nova York, na primeira apresentação de um artista brasileiro no local.

Talentos brasileiros lá fora, talentos estrangeiros aqui. Muitos nomes internacionais passaram pelo Rio em 2010. De lendas vivas do blues e do rock a megacantora pop. De grandes nomes da música no passado a bandas de rock alternativo.

A musa Beyoncé, que se apresentou no HSBC Arena, foi a primeira grande estrela do ano a fazer show por aqui. Ela gravou um clipe com Alicia Keys no Morro da Conceição, no Centro.

Outro momento marcante foi o show do Guns’n’Roses. Previsto para 14 de março, foi cancelado porque, debaixo de forte chuva, o palco do evento desabou, ferindo duas pessoas. Os fãs tiveram que esperar até 4 de abril, quando Axl Rose e seus novos companheiros subiram ao palco da Praça da Apoteose.
No mesmo lugar aconteceram os shows de Bon Jovi e Black Eyed Peas (outubro) e do fenômeno adolescente Jonas Brothers (novembro). Fergie e companhia também estiveram por aqui com todo o seu aparato high-tech.

Franz Ferdinand, em março, na Fundição Progresso, foi o primeiro show de ‘rock alternativo’. Moby tocou em abril e a primeira apresentação do Air na cidade foi em outubro. As lendas vivas B.B. King e Chuck Berry tocaram em março e maio, respectivamente. Johnny Winter também fez show em maio, Peter Frampton, em setembro, e Jeff Beck no mês passado.

Ícone punk, Jello Biafra, ex-vocalista do Dead Kennedys, passou por aqui em novembro, depois de 18 anos sem vir ao Brasil. Mais surpreendente ainda foi constatar que o show de Lionel Ritchie, em agosto, marcou a primeira vinda do artista ao País.
Fora do Rio, Paul McCartney se apresentou em Porto Alegre e São Paulo. Os festivais SWU, em Itu (SP), e Planeta Terra, em São Paulo, atraíram muitos cariocas.

Fonte: ODia

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