quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Maria Gadú faz show de lançamento do DVD Multishow ao vivo hoje em Brasília

A adolescente Maria Gadú cantava e tocava violão em bares de São Paulo, sempre acompanhada pelo amigo e percussionista Doga. Juntos, os dois passaram um tempo na Europa, de mochila nas costas e apresentando-se onde era possível. Ao voltar ao Brasil, foi morar no Rio de Janeiro, formou uma banda e fez uma série de shows no Cinemathèque.

Instalado na Rua Voluntários da Pátria, em Botafogo, o lugar virou o point, entre dezembro de 2009 e janeiro deste ano, e para lá convergiam anônimos e famosos, como Caetano Veloso, Milton Nascimento, Luciano Huck, Angélica e Carolina Dieckmann. E todos viraram fãs. A fama de Gadú aumentou ainda mais depois que ela gravou o CD de estreia pela Som Livre e emplacou músicas em trilhas de novela e de minissérie da TV Globo.

O sucesso  do álbum, que vendeu 100 mil cópias e foi recebido com elogios pela crítica, correu o país. E a jovem cantora (ela tem 23 anos) passou a conviver com agenda lotada de compromissos, com muitos shows acertados para várias cidades brasileiras. À capital, ela veio pela primeira vez em março, quando ocupou o palco do Teatro Oi Brasília e cantou para plateia ensandecida, formada predominantemente por meninas.

No fim de julho, Gadú gravou o DVD Multishow ao vivo no Credicard Hall, na capital paulista, lançado em outubro. Logo em seguida fez uma série de apresentações com Caetano Veloso, em Salvador, em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte. Com show nesta quinta, às 21h, no Auditório Máster do Centro de Convenções Ulysses Guimarães ela, efetivamente, dá início à turnê do DVD.

Quem for nesta noite ao Centro de Convenções a ouvirá cantando músicas que se tornaram hits instantâneos, como Altar particular, Bela flor, Linda rosa e, claro, Shimbalaiê, além das versões de Gadú para Baba (Kelly Key), A história de Lili Braun (Edu Lobo e Chico Buarque) e Ne me quitte pas (Jacques Brel). A elas se juntam as regravações de Lanterna dos afogados (Herbert Vianna), Quase sem querer (Renato Russo), Trem das onze (Adoniran Barbosa), o medley de Filosofia (Noel Rosa e André Filho) e You know I’m no good (Amy Winehouse), que fazem parte do DVD.

Gadú classifica como “uma delícia” misturar compositores de diferentes gerações e gêneros musicais em seu repertório. “Não abro mão da liberdade de poder cantar tudo o que gosto junto, sem preconceito”, afirma. “Canto, também, compositores da minha geração, que são meus amigos, que fazem coisas semelhantes às minhas e por quem sou completamente apaixonada.”

Três perguntas - Maria Gadú

Há quem veja semelhança entre seu timbre e o da Marisa Monte. Isso a envaidece ou você considera algo natural?
Olha, todo mundo em qualquer profissão tem um mestre, um ídolo. É a coisa mais normal do mundo trazer para o seu trabalho alguma coisa dessas pessoas maravilhosas. Acho saudável.

No DVD, você regravou Quase sem querer, do repertório da
Legião Urbana. A banda brasiliense é uma das suas referências?

Sim, claro! Renato Russo é um gênio. Sou muito fã.

Como foi a experiência de dividir o palco com Caetano Veloso, em recente turnê?
Foi delicioso! Incrível! Caetano é Caetano, né? Estar ali (no palco) com ele, tendo oportunidade de ver e ouvir de perto não só as canções, mas também histórias e tal, não tem preço. Fizemos seis shows, passamos por algumas cidades. O show vai ser registrado num DVD.
Fonte:CorreioWeb

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