domingo, 2 de janeiro de 2011

A música "Quase Sem Querer" é trilha sonora do filme "Desenrola" que estreia dia 14 de janeiro

Rosane Svartman, de 'Como ser solteiro', se aventurou na internet e nas salas de aula para criar 'Desenrola', história sobre as tensões da 'primeira vez'

Conhecida pelo filme Como Ser Solteiro, comédia sobre desventuras amorosas lançada em 1998, a diretora Rosane Svartman volta agora seu olhar para o público adolescente com o longa Desenrola, que estreia dia 14 de janeiro disposto a levar para as salas de cinema brasileiras não só os filhos, mas os pais dos espectadores dessa faixa de idade. Para conseguir tal façanha, a diretora apostou numa protagonista adolescente (Olívia Torres) que, diante da viagem da mãe (Claudia Ohana), tem a casa à sua disposição e a possibilidade de, enfim, ter a aguardada ‘primeira vez’. Os planos vão por água abaixo quando o gostosão da turma (Kayky Brito) pula do sofá, uma vez ciente da virgindade da menina. Para embalar a história recheada por amores platônicos, ciladas e a montanha-russa de emoções típica da adolescência, a diretora escolheu clássicos do pop e do rock dos anos 80 (ouvidos pela protagonista a partir da mãe), num “intercâmbio geracional” que empresta colorido especial ao filme. O humor fica por conta da hilária dupla Boca e Amaral (Lucas Salles e Vitor Thiré), que ganhou série no Multishow (Desenrola Aí) antes mesmo da estreia do filme. Rosane falou ao site de VEJA sobre a expectativa com o filme, gravado no Rio de Janeiro e em Búzios, e sobre o público que espera levar aos cinemas.



Como foi escolher hits dos anos 80 para um filme que se passa nos dias de hoje? Contaram as suas recordações da época?

Sim. Eu estava no Show do Simple Minds em 1988 e o Breakfast Club é um dos meus filmes prediletos – Don't You Forget About Me é a música tema. Eu achei o Jim Kerr na Internet. Só soube que era ele mesmo depois que combinamos uma pequena reunião via Skype. O Bruno Levinson, que fez a trilha sonora do filme, sugeriu as músicas dos anos 80 e comemorávamos a cada autorização. A do Paralamas é meio lado B, fiquei com medo de algumas pessoas acharem que era atual. A do Ritchie foi uma daquelas que ficou muito tempo na minha cabeça – da minha e de milhões de pessoas. Ele foi gentil o tempo todo e facilitou bastante a negociação. A música final, em que a Maria Gadú interpreta minha trilha sonora pessoal dos anos 80 (Quase Sem Querer) foi um pedido da produtora, Clélia. Ela achava que no final tínhamos que ter alguma espécie de encontro entre gerações, uma regravação de algum sucesso dos anos 80 por uma artista atual. O Bruno sugeriu a incrível Maria Gadú e eu, a música.

Fonte: Veja

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