quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Maria Gadú com surpresas


Se há um verbete que não existe no dicionário de MariaGadú, é “preconceito ”. Não apenas em seus relacionamentos amorosos, mas principalmente no que se refere ao som que faz.

A cantora, que passeia por estilos diferentes de música e se apresenta pela primeira vez em Vitória no próximo sábado, na Arena Vitória Álvares Cabral, contou ao AT2 que vai sempre colocando coisas diferentes em seus shows que acabam surpreendendo.

“Estou sempre fazendo diferente,tocando de Sandy e Júnior a Pink. Vou colocando alguma coisa que eu goste, mas que as pessoas, por preconceito, acham que eunão devo gostar”, disse. O repertório será baseado no DVD “Maria Gadú –Multishow Ao Vi vo ”, com músicas como “Shimbalaiê”, “Trem das Onze”, “Quase Sem Querer”, “Ne Me Quitte Pas” e “I Can See Clearly Now”.

A cantora ganhou o Prêmio Multishow de Melhor Álbum e é considerada uma das maiores revelações da MPB nos últimos tempos.

Questionada se conhecia a fama da beleza das mulheres capixabas, ela retrucou: “E os homens, não são bonitos também?”. A cantora, que é bissexual, confessou que está triste com o fim do relacionamento
com sua namorada, que terminou recentemente.


ENTREVISTA MARIA GADÚ

AT2 Esperava que a sua música fosse se tornar tão popular no Brasil todo em tão pouco tempo?

MARIA GADÚ Nunca pensei! (risos) Mas não mudou muita coisa, não. Continuo fazendo o que gosto.
Sempre fiz música, sempre trabalhei com música. Na verdade, na parte externa, nem sei o que está acontecendo. Estou muito envolvida om a produção, tocando, aprendendo. Nem me ligo muito nessas coisas de sucesso. Estou focada no que gosto de fazer. Não é nem trabalho, não sou workaholic. Sou uma apaixonada.

Teme que esse sucesso que veio tão rapidamente seja efêmero, que passe logo?

Não penso em sucesso. Não é algo que me importe. Se passar, vou continuar fazendo música, não importa. Meu interesse não é nem chegar ao público. Não faço música pensando em ninguém, isso é uma coisa feia, mesquinha. Música é desabafo, você está externando algo, eternizando uma parada. Você joga para o universo e, se as pessoas vão gostar disso ou não, já não é do seu controle. Ninguém tem capacidade para prever nada.

Você escreve desde criança e a música que te lançou para o sucesso foi composta quando você tinha 10 anos (“S hi m b alaiê”). Algo mudou nas suas composições de lá para cá?

Claro, hoje sou uma mulher de 24 anos, antes tinha 10. Em 14 anos, li muitos livros, assisti a muitos filmes, conversei com muita gente, estudei muito português. É um crescimento natural.

Tem alguma fase sua que é a preferida?

Não, tudo sou eu, só que em etapas diferentes. Não tem como eu me preferir em alguns momentos,tenho que me gostar em tudo que faço.

Em uma entrevista, você disse que se sente a própria “Wa n d a”, porque as fãs jogam sutiãs e calcinhas no palco. Também guarda os “mimos”, igual ao Wando?

 Ah, eu não! Tá louca? Vou ficar guardando esses negócios? Que coisa mais cafona! (risos) Dou risada e acho que elas fazem isso para me zoar. É engraçado à beça. Mas os presentinhos que eu ganho, guardo todos. As meninas são muito fofas, ganho livros maravilhosos, escapulário, ursinho, coisas regionais de cada lugar onde passo, cachacinha da terra, artesanato, muitos quadros lindos...

O que eles falam sobre Maria Gadú

“É impressionante como ela canta. Parece uma calopsita! Ela faz o que quer com a voz sem o menor esforço”
XUXA, QUE GRAVOU COM MARIA GADÚ A CANÇÃO “LEÃOZINHO ”

“Ela vem com tudo. Não dá trabalho para a cabeça da gente. Eu adoro essa menina” CAETANO VELOSO, CANTOR.

“Conheci muitas pessoas, mas ninguém com uma voz tão doce e com esse jeito moleque. Ela conquistou os meus ouvidos e o meu coração” PRETA GIL, CANTORA


Fonte: RedeTribuna

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