quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Maria Gadú e a nova MPB

Por: Thiago Cerqueira
Nas rádios, a música brasileira muitas vezes perde para a americana. A não ser por alguns artistas pop rock, que tem auxilia das gravadoras para bancar execuções nas estações, poucos artistas estritamente fiéis aos sons culturalmente brasileiro fazem sucesso na rádio. Ivete Sangalo, Seu Jorge, Exaltasamba, Jorge e Matheus, Luan Santana e Claudia Leitte, talvez os maiores artistas mainstream brasileiros de hoje, devem muito de seus prestígios à festas, micaretas, churrascos e afins. Poucos são bem executados em iPods…

No entanto, nota-se um surgimento de uma nova MPB brasileira, no sentido sonoro do gênero, que vem tomando conta do gosto popular, e quebrando fronteiras internacionais. Maria Gadú é, na minha opinião, com certeza o maior expoente do acontecimento. E o meio que alçou a cantora ao sucesso foram as novelas, símbolo cultural cotidiano dos brasileiros.

Depois de mudar de São Paulo para o Rio de Janeiro, tocar em barzinhos e chamar a atenção de cantores como Caetano Veloso e Milton Nascimento, Gadú (que vem do sobrenome Aygadoux) encantou o diretor da Globo Jayme Monjardin, que a colocou (“Ne Me Quitte Pas“) na trilha sonora da minisérie que retratava a vida de sua mãe, Maysa.

Depois daí um CD foi lançado, o homônimo Maria Gadú, e colocou “Shimbalaiê”, o maior sucesso radiofônico, “História de Lilly Braun” e “Linda Rosa” em três produções da Globo, num intervalo de poucos meses.

Hoje comenta-se em uma superexposição da cantora no país, devido ao estrondoso sucesso, as parcerias a que foi chamada, que incluem Caetano Veloso à Xuxa, e as fofocas que envolvem sua opção sexual, homosexual. A gravadora Som Brasil então, nada esperta, em parceria com a Sony Music, lançou a cantora no exterior e hoje goza de um Top 10 na Itália.

Maria Gadú hoje segue os passos de artistas mais eruditos como Caetano Veloso e Seu Jorge, e investe na carreira internacional. Hoje, é exemplo de como trazer grandes talentos inacessíveis ao sucesso popular, provando que MPB ainda pode ser mainstream e que o povão não gosta só de lererês.

Fonte: Thiago Cerqueira Do Blog: styletaste

2 comentários:

  1. Crédito do texto ao meu blog, StyleTaste.
    http://styletaste.wordpress.com

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  2. Obrigado pelo reconhecimento!

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