sábado, 19 de novembro de 2011

Após lançar CD e DVD juntos, Caetano Veloso e Maria Gadú apresentam show em Brasília

A admiração mútua entre Caetano Veloso e Maria Gadú foi construída em diferentes épocas. A cantora cresceu ouvindo “caminhando contra o vento”, da mítica Alegria alegria — canção que revelou o cantor e compositor baiano para o grande público, no histórico Festival da Record de 1967. O tropicalista foi conquistado ‘‘por aquele timbre, que estava mais para Marisa Monte do que para Cássia Eller”, quando a ouviu, pela primeira vez, em 2009, no show na Cinematheque, casa noturna em Botafogo, no Rio de Janeiro.

“Estava rouca e tive de me concentrar bastante para fazer a emissão da voz e não decepcioná-lo”, contou Gadú, na entrevista de lançamento do CD e do DVD Multishow ao vivo, em maio. Na mesma conversa com a imprensa, Caetano completou: “Achei-a uma figura interessante, que parecia um moleque de favela movie, um garotinho com voz de princesa”. Em 2010, já com amizade firmada, Caetano e Gadú estavam juntos no palco, em show que foi levado a Salvador, Recife, São Paulo e Rio, onde gravaram o DVD, em dezembro.

Em setembro, os dois voltaram a botar o pé na estrada para uma série de apresentações, iniciada na Praia do Forte (BA). Após passarem por Porto Alegre e Aracaju, estiveram em Portugal, onde cantaram em Lisboa e no Porto, no começo de novembro. De volta ao Brasil, a turnê continuou em Recife e Maceió. Neste sábado (19/11), às 22h, eles ocupam o palco do Auditório Master do Centro de Convenções Ulysses Guimarães, com recital de voz e violão, diante da expectativa de acolhida calorosa do brasiliense.

Sentados em banquinhos, exibem a doçura de vozes privilegiadas, colocadas a serviço de um repertório que contempla canções marcantes na carreira de ambos. Logo na abertura do show, os fãs vão poder ouvi-los em Beleza pura. Em seguida, eles se revezam em cena. Sozinha, Gadú canta Bela flor, Dona Cila, Encontro e A história de Lily Braun (Edu Lobo e Chico Buarque); e ele, em solo, revisita clássicos como De noite na cama, Desde que o samba é samba e o megahit Sozinho (Peninha).

Enquanto Caetano entoa Shimbalaiê, o maior sucesso da cantora, ela retribui a “homenagem” atacando de Podres poderes, o velho rock caetânico. O público poderá, ainda, apreciá-los em dueto, interpretando Leãozinho, Menino do Rio, Odara, Rapte-me camaleoa e Vaca profana, entre outras.

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