domingo, 6 de novembro de 2011

Caetano Veloso e Maria Gadú: Mistura perfeita trouxe o Brasil para o Porto

Com encontro marcado para o Pavilhão Rosa Mota, no Porto, na noite de sábado, Caetano Veloso garantiu o público fiel e Maria Gadú trouxe ainda mais brilho com a sua voz de veludo. Cantando, mandou-se o frio embora.

No Pavilhão Rosa Mota, ouvia-se por todo o lado um português adocicado: não só o que se encontraria no palco, mas também o da plateia, onde se sentia um cheirinho a Brasil.

O poeta baiano era o mais comentado no burburinho da entrada, mas também as músicas da nova musa da MPB eram entoadas pelo público, numa noite em que o Outono resolveu chegar.

“Beleza Pura” fez as honras da casa e mereceu uma calorosa ovação da plateia. Depois de uma primeira canção a dois, foi Maria Gadú que liderou a primeira parte do concerto.

A voz inconfundível da paulista, acompanhada pelo seu violão, percorreu uma viagem por diversas canções, já bem conhecidas do público. A (re)entrada de Caetano Veloso foi precedida de “Podres Poderes”, com Maria Gadú a solo, uma das várias “trocas” de canções entre ambos ao longo da noite.

O repertório de Caetano Veloso, acompanhado timidamente pelo público ao início, trouxe momentos marcantes, como em “Sampa” ou “Desde que o Samba É Samba”. “Alegria, Alegria”, uma canção que o baiano disse ter escolhido por ter sido “composta quando tinha a idade da Maria Gadú”, proporcionou momentos de riso quando o cantor se esqueceu da letra, como também aconteceu em “Vaca Profana”.

Na ponta da língua estiveram êxitos como “Sozinho”, “Leãozinho” e um improvável “Odeio”, que culminou, afinal, num “Eu amo você” atirado da plateia. Mas as canções de Maria Gadú, muitas destas cantadas por Caetano, também arrastam multidões. Exemplo disso foi “Shimbalaiê”, um dos momentos mais bonitos da noite, em que as vozes femininas da plateia se uniram no refrão.

“Menino do Rio” não foi a última canção, mas poderia ter sido, numa versão que trouxe o “eterno flerte” ao Rosa Mota. A noite terminou com mais uma dose de “Sozinho”, acompanhada em massa pelo público. Choveram abraços entre Caetano e Maria Gadú, que foram aliás uma marca ao longo de todo o concerto.

A noite só não foi perfeita devido à escolha do local. Ponto a menos para o frio, não só físico como no geral, que tirou um pouco de magia a um concerto que merecia um ambiente mais aconchegante. Apesar do som impecável, o pavilhão foi pequeno para tanta gente, deixando pessoas de pé à procura de lugar para sentar, ou sentadas nas escadas para não se separarem dos companheiros.


Fonte: porto24.pt/

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