segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Maria Gadú sai do banquinho no 2º CD

Há dois anos e meio, despontava Maria Gadú. Era tão acanhada que quase não olhava nos olhos do entrevistador ao falar do primeiro CD. Logo vieram o reconhecimento do público e de seus ídolos, a música na novela. As turnês, os dois DVDs, a superexposição, a parceria com Caetano.

Aos 25 anos, celebrados há uma semana, Gadú lança o segundo CD, Mais Uma Página (Slap/Som Livre, nas lojas para o Natal), num cenário bem distinto: está blindada contra entrevistas por enquanto e seguirá apresentando o novo repertório até março, quando estreia o show nele baseado. As expectativas são altas e a ideia é resguardá-la.

Sábado, no mesmo Citibank Hall onde se apresentara há um ano em duo com Caetano, a menina-revelação mostrou 11 das 14 faixas do CD, que tem participações de Lenine e do português Marco Rodrigues. A banda é essencialmente a mesma do primeiro (tem guitarra, baixo, bateria, teclado e percussão), e o produtor, Rodrigo Vidal, idem.

A pegada parece um pouco menos MPB, mais roqueira. Gadú saiu da posição de lótus no banquinho e se pôs de pé, revezando-se entre o violão e a guitarra.

O jeitinho juvenil persiste ("Oi, genteeee!" é a saudação natural), mas quem a acompanha desde antes do estouro de Shimbalaiê percebe que a segurança é muito maior. A voz nunca esteve tão apurada.

As novidades vão da ingênua No Pé Do Vento, dela com Edu Krieger, à inspirada Linha Tênue, de Dani Black (dos versos "ou me odeia descaradamente/ ou disfarçadamente me tem amor"). Os fãs mais devotados já conhecem do YouTube Axé Acappella, de Dani Black e Luísa Maita, e as suas Taregué e Like a Rose. Nos sucessos, Encontro, Bela Flor, Tudo Diferente, Escudos, Laranja, em novos arranjos, eles explodiram em coro, assim como em Oração ao Tempo (Caetano), a nova música na novela.

O baiano foi evocado já na abertura, com Alguém Cantando, e, por fim, no bis, com Podres Poderes. Para o CD, ela escolheu o clássico de Beto Guedes e Ronaldo Bastos Amor de Índio, um dos pontos altos do show. 

Fonte: Estadão

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