quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Maria Gadú consolida seu espaço na cena brasileira com o disco "Mais uma página"

Foto: Simone Kontraluz
Uma carreira profissional que mal completou três anos e já tem indicação ao Grammy, discos aclamados pela crítica e pelo público e várias músicas emplacadas em trilhas de produções globais. Sem dúvida, um sucesso meteórico. E talvez por esse êxito tão rápido, também há quem torça o nariz para a cantora e compositora Maria Gadú, de 25 anos, taxando-a de um “produto fabricado pela mídia”. Polêmicas à parte, o fato é que a artista paulistana que se tornou a queridinha de Caetano Veloso, chegando a gravar com ele um CD e um DVD ao vivo, vem cada vez mais conquistando espaço entre as estrelas da MPB e acaba de lançar seu segundo álbum de estúdio, Mais uma página. Um “disco de banda”, como ela própria definiu, que teve o repertório todo definido por Gadú. As 14 faixas, oito autorais, mesclam de tudo um pouco e trazem boas surpresas, como a que abre o disco, No pé do vento, uma parceria da cantora com Edu Krieger.

Outra que se destaca é Estranho natural, que guarda uma explicação interessante: nasceu a partir de dois momentos singulares na vida da cantora. O primeiro foi o encontro com Caetano Veloso, um dos seus grandes ídolos e referências, e com quem ela dividiu o palco e chegou a achar “estranho” estar tão próxima dele; e o segundo foi ter sido convidada por um dos seus melhores amigos, o diretor Caio Sóh, para fazer a trilha do seu longa-metragem, Teus olhos meus. Com os versos “Meu canto hoje dobra as tuas notas/ Me olhas como se fosse normal/ Me coro ao seguir a tua rota/ Meu abraço te amarrota/ Meu estranho natural”, a canção conquista pela sonoridade e poesia. Maria Gadú chegou a afirmar que a composição era a música-tema tanto do filme quanto de sua própria vida.

Parcerias
Das faixas compostas por Gadú, cinco foram em parceria, uma novidade na trajetória da artista. Chiara Civello, Edu Krieger, Maycon e o norte-americano Jesse Harris foram os eleitos. Quem não poderia estar de fora desse novo trabalho é o cantor e compositor Dani Black, grande amigo da cantora, que chegou a gravar Aurora e Só sorriso, de autoria dele, no Maria Gadú – Multishow ao vivo e agora se faz presente com a dançante Linha tênue e em uma das faixas mais bonitas do CD: Axé acapella

Apesar do disco ter acabado de sair do forno, o público já conhecia pelo menos uma de suas música há algum tempinho: a regravação de Oração ao tempo, de Caetano, tema de abertura da novela A vida da gente. A convite do diretor da atração, Jayme Monjardim, Maria Gadú não pensou duas vezes para soltar a voz na faixa e a considera um grande presente. Aliás, foi numa novela global que a cantora e compositora acabou se revelando quando Shimbalaiê, composta quando ela tinha apenas 10 anos, foi incluída na trilha de Viver a vida, em 2009.

O álbum, produzido por Rodrigo Vidal e lançado pela Som Livre, conta com participações especiais, como a de Lenine, em Quem?, e a do português Marco Rodrigues em A valsa. A banda, que acompanha a cantora nos shows, é formada por Cesinha (bateria), Fernando Caneca (guitarra e violão tenor), Doga (percussão), Gastão Villeroy (baixo) e Maycon (teclados). Encerrando o disco, uma canção que Maria Gadú começou a cantar de improviso só com voz e violão durante uma de suas apresentações, surpreendendo toda a banda: Amor de índio, de Beto Guedes e Ronaldo Bastos. O resultado contagiou tanto os músicos quanto a plateia e acabou indo parar em Mais uma página.

Fonte: Divirta-se

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