quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Maria Gadú mantém poesia e acerta em segundo disco

Enquanto muita gente fica questionando a sexualidade de Maria Gadú, a cantora vai literalmente tocando sua vida e acaba de lançar seu segundo disco, conseguindo superar o desafio de continuar seus sucesso e qualidade alcançados com seu álbum de estreia. A escolha do nome do CD, “Mais uma Página”, é acertada porque remete a uma história sendo contada por meio da música.

Quem gostou do primeiro disco de Maria Gadú muito provavelmente vai gostar do segundo também. Estão lá a poesia nas letras bem compostas, o canto sensível da voz doce e o ritmo da calmaria do violão misturado com o remelexo dado pelos vários instrumentos usados por ela nas 14 faixas.

“Oração ao Tempo” segue o caminho de vários outros sucessos de Maria e já é sucesso na abertura da novela global “A Vida da Gente”. O tom de crônica da vida musicada continua nas outras treze faixas, com direito a letras em inglês e espanhol – mostrando a versatilidade linguística e interpretativa da cantora que em seu primeiro disco gravou em francês - a clássica “Ne me Quitte Pas”, de Jacques Brel.

Pode-se dizer que é “Mais uma Página” de uma história cheia de sentimentos, de casos de amor e de muita brasilidade em músicas que não se desencontram em uma audição completa do disco. A sonoridade de Gadú continua uniforme, sem sustos, limpo de barulhos experimentais e com a calmaria como sentimento principal desperto no ouvinte.

O temido por muitos artistas desafio de fazer um segundo disco tão bom quanto o primeiro, sucesso absoluto com várias músicas de trabalho tocando em rádios e em programas de televisão, é superado com a criatividade compositiva de Maria Gadú. Para quem achava as composições dela com seus inteligentes e sonoros jogos de palavras parecidas com a de Lenine, Gadú parece no novo álbum avalizar essa opinião e chama o próprio pernambucano para cantar com ela em “Quem?”.

É mais uma página que pode ser lida, melhor, ouvida, sem surpresas ruins, sem mudanças que tirariam Gadú de sua rota poético-musical. Enquanto as pessoas se preocupam se ela é lésbica ou não, Maria Gadú se preocupa em fazer música boa, e faz.

Fonte: Mix Brasil

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