terça-feira, 19 de junho de 2012

Ivan Lins canta duas músicas sertanejas em novo CD e regrava "Quem Me Dera" com participação de Maria Gadú

Ivan Lins nunca foi tão sertanejo. Duas das onze faixas do CD lançado esta semana pelo artista, ‘Amorágio’, são músicas compostas e cantadas dentro das tradições caipiras. Uma delas, ‘Atrás Poeira’, é moda de viola que conta com a participação de Fioravante & Guimarães, dupla formada pelo próprio Ivan Lins com o cantor paulista Rafael Altério. Da parceria de Ivan com Vítor Martins, o belo tema interiorano ganha registro sedutor, diferente do feito originalmente por Ivan em 1986.

A outra canção sertaneja de ‘Amorágio’ é inédita e apresenta bissexta letra de Ivan, que pôs na melodia do pianista Gilson Peranzzetta versos que celebram a mulher amada. Fora do universo sertanejo, ‘Amorágio’ esboça tom pop em ‘Quem me Dera’ — canção de 1981, regravada com Maria Gadú — e clima sensual em ‘Carrossel do Bate-Coxa’, xote de Ivan e seu filho Claudio Lins. Tal sensualidade jamais resvala na vulgaridade das atuais bandas de forró.

Maria Gadú chega ao estúdio meio tímida, na dela, para gravar participação no novo CD de Ivan Lins, ‘Amorágio’, que o cantor e compositor acaba de lançar. A ponte entre os artistas foi feita pelo produtor de ambos, Rodrigo Vidal. Gadú senta, pega um violão e começa a cantar clássicos de Ivan Lins.

“Foi uma surpresa. Não a conhecia muito e descobri ali que ela gosta e conhece bem as minhas músicas. Achei legal, ela é muito antenada”, elogia o anfitrião.

Ele está mesmo cheio de amor para dar. O disco praticamente inteiro fala disso, de amor, e Lins segue fiel à sua ‘promiscuidade’ musical: convidou vários amigos — além de Gadú, ele chamou Pedro Luís, o português António Zambujo e a cantora novata Tatiana Pereira — e namorou sem cerimônia com diversos gêneros, como sertanejo, forró, fado, samba, balada e jazz.

“Minha geração transitava por tudo isso. A gente escutava de tudo, e todos faziam musica assim, com diferentes raízes, brasileiras e com informações de todo lado. Os artistas hoje estão cada vez mais segmentados”, compara.

O saudosismo de Ivan Lins prossegue: “Atualmente, baixa-se muita música, mas é tudo muito rápido, e acredito que isso é uma fase, e que as pessoas estão querendo voltar a curtir um disco como era antes, da primeira à última faixa, sem essa pressa. As novas gerações vão se acostumar com isso mais cedo ou mais tarde. É só questão de tempo para as pessoas sentarem o rabo em algum lugar e pensarem sobre isso”, decreta.

Por falar em nostalgia, Ivan Lins lança ‘Amorágio’ de quinta-feira a sábado, na Miranda, na Lagoa, mas nem pensar em não incluir no repertório as canções mais famosas de sua carreira. “Até hoje, se eu subir em um palco e não tocar ‘Madalena’ ou ‘Vitoriosa’, eu apanho”, diverte-se o artista.

Fonte: Odia.ig

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